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O retorno sobre investimento é uma das preocupações fundamentais quando o assunto é inovação. Por mais que entendam a importância de inovar, a maioria dos gestores de empresas relutam em investir em projetos inovadores e querem saber como, no fim das contas, esse investimento trará algum retorno. Essa preocupação, mais do que legítima, deve ser vista por dois aspectos: risco de ficar para trás e ousadia do investimento.

  • Risco: não apostar em inovação quando os concorrentes estão inovando é um verdadeiro tiro no pé. A preocupação em se reinventar deve ser constante na cabeça principalmente de quem trabalha com tecnologia. No entanto, o retorno sobre investimento não pode ser deixado de lado, caso contrário o risco passa a ser o de perder capital de forma muito significativa e abalar as estruturas financeiras da empresa.
  • Ousadia: no entanto, qualquer projeto inovador prevê certo nível de risco, é inevitável. Assim como uma aplicação na bolsa de valores, por exemplo, quando mais ousado for a aposta, mais retornos financeiros ela pode trazer. No entanto, o risco da inovação pode ser amenizado quando o projeto está baseado em alicerces fortes e, mais do que isso, quando há planejamento.

Como planejar o retorno sobre investimento da inovação?

Tendo em vista que inovar é preciso, mas que não pode colocar a empresa em risco financeiro, há uma série de metodologias que ajudam a minimizar os impactos de apostar em um projeto inovador. Antes mesmo de começar um projeto, nós, da Certi, desenvolvemos todo um planejamento focado em entender mercado, custos, riscos, tempo e retornos financeiros. Para cada cliente e cenário existem diferentes atores no processo. No entanto, há 5 passos para diminuir o risco e determinar o retorno sobre investimento da inovação. São eles:

1. Estimar o mercado

Começar um projeto sem antes analisar com detalhes onde esse produto vai se encaixar depois de pronto é, no mínimo, arriscado. Por isso, a primeira atitude importante para garantir o retorno sobre investimento no final das contas é entender exatamente o mercado. Para isso, pode-se utilizar uma série de metodologias. Se há pesquisas consolidadas no seu segmento, é interessante ter acesso a elas e usar como base para o estudo. Caso ainda não exista, usamos uma metodologia conhecida como TAM, SAM e SOM ( do inglês, Total Addressable Market, Serviceable Addressable Market, Serviceable Obtainable Market, respectivamente)

TAM – Consiste em selecionar a totalidade do mercado potencial para o produto. Ou seja, todas as pessoas que, de alguma forma, estariam aptas a consumir de acordo com padrões como renda, faixa etária, endereço, ou o que fizer sentido para o produto.

SAM – É a parte do TAM que realmente está interessada no produto, ou seja, não basta que as pessoas estejam aptas a consumir a solução, elas devem ter interesse em produtos desse tipo.

SOM – Representa o mercado que realmente pode comprar o produto. Nesse ponto leva-se em conta a concorrência e os demais fatores externos. O SOM é, de fato, o mercado possível de ser atingido.

Com essa perspectiva bastante realista e com os dados em mãos, é possível iniciar o planejamento de retorno sobre investimento de forma mais sólida.

2. Entender as premissas do projeto

A depender do produto, o retorno sobre investimento pode ser muito diferente quando se leva em conta algumas premissas. Exemplo disso é o material utilizado para fabricação da peça em questão. Já no planejamento inicial, é necessário prever o impacto que os diferentes materiais podem ter no custo final e, consequentemente, no retorno sobre investimento. Às vezes, uma simples mudança que não fará a diferença na qualidade pode representar uma economia de milhões.

Outro tipo de premissa que deve ser observada é a financeira. Detalhes sobre o custo de capital, taxa de juros e outras variações são fundamentais, especialmente porque estamos falando de um projeto que prevê retornos à longo prazo. O mesmo vale para a escolha de parceiros, fornecedores e investidores. Dimensionar o impacto de cada uma dessas escolhas no custo final ajuda a racionalizar sobre o retorno sobre investimento e impede que esses detalhes sejam vistos somente no decorrer do processo.

3. Calcular os investimentos necessários para o desenvolvimento

A partir do momento que se tem a ideia certa sobre o mercado, é hora de calcular os custos propriamente ditos. Nesse momento, coloca-se no papel todo dinheiro que será necessário, buscam-se as fontes para esse recurso e parceiros que estejam dispostos a investir junto. Ter uma ideia bem consolidada nessa etapa ajuda a reduzir os riscos e aumenta o retorno sobre investimento. Qualquer equívoco nesse estágio pode comprometer a continuidade do projeto mais adiante.
Nessa hora, também é necessário pensar em como esses custos podem ser reduzidos. Isso pode ser feito de diversas formas, mas nessa etapa do desenvolvimento a principal delas é procurando fomentos de incentivo para inovação, como reduções fiscais e financiamentos com juros atrativos. Para ter acesso a esses recursos, é preciso encaixar-se em alguns critérios, por isso é fundamental ter conhecimento sobre cada um deles. Aqui no blog Insights Certi já publicamos um material completo sobre isso que você pode ter acesso aqui:

Como captar recursos para inovar?

4. Orçar custos posteriores ao investimento inicial

Um produto que entra no mercado não possui custos somente com a prototipagem e produção do primeiro lote, mas também possui gastos em relação ao lançamento e manutenção do produto no mercado. Alguns bons projetos ficam comprometidos porque não pensam nessa etapa e, quando chega na hora de apresentar a novidade ao consumidor, não possuem mais força de investimento para trabalhar o marketing e as vendas. A consequência é que o retorno sobre o investimento será baixo e todo esforço feito até aqui vai por água abaixo.

Sendo assim, pensar de onde virá esse dinheiro também é fundamental para o sucesso do projeto. Estime também o tempo até que o consumidor assimile o que é o novo produto e possa ter vontade de comprá-lo. Desenhe estratégias, e estabeleça prazos. Só assim será possível saber se está traçando o caminho certo.

Alguns exemplos de custos posteriores são: manutenção de equipamentos em campo, atualização de softwares, campanhas de marketing e aquisição de clientes, treinamento das equipes de vendas, dentre outros.

5. Calcular os Royalties

Essa não é uma etapa comum a todos os projetos, mas que faz a diferença no retorno sobre investimento. Quando se estabelece parcerias, muitas vezes uma das contrapartidas é o pagamento de Royalties calculados a partir do volume de vendas do produto desenvolvido. Isso pode ser excelente do ponto de vista de investimento, já que empresas que desejam comprar uma parte do seu produto certamente acreditam na ideia. No entanto, isso pode afetar sensivelmente o retorno sobre investimento. Por isso, esse cálculo precisa ser feito com atenção e logo no início do desenvolvimento.

Existem diferentes métodos utilizados para este cálculo, algumas das abordagens mais utilizadas com nossos clientes são: Padrões Industriais (baseado em referências de mercado ou setor para cada tipo de indústria. Por exemplo, para uma determinada indústria o valor de referência é 5%, variando entre 3% e 7%), Análise do Valor do Projeto e dos Aportes (considera a participação de cada parte no projeto de P&D) e Lucro Excedente (considera uma margem de lucro excedente ao retorno esperado pela empresa licenciada).

Como a Certi pode ajudar?

Observando que há uma metodologia de cálculo para investimento em inovação, fica mais fácil confiar que o investimento terá menos riscos, não é mesmo? No entanto, empresas que queiram acelerar o processo de inovação ou cometer o mínimo de erros possível, preferem contratar um parceiro para ajudar. Há também as que não têm experiência no assunto e querem começar. Para essa tarefa, a Certi possui profissionais capacitados e com experiência em realizar todas as etapas de projeto para reduzir o risco da inovação e garantir melhores chances de obter um excelente retorno sobre investimento.

Por meio desse delineamento, é possível estimar todos os custos relacionados ao projeto, observar se vale a pena investir e comparar com os principais investimentos de mercado. No relatório preparado pelos profissionais da Certi, é possível saber em quanto tempo haverá retorno, levando em conta todos os pontos citados anteriormente e outros aspectos específicos para cada projeto a ser desenvolvido. Além disso, a Certi está capacitada para avaliar se a ideia possui adesão de mercado, já que lida com diversos segmentos e tem conhecimento sobre como funcionam os ecossistemas.

Ter a Certi como parceira é um diferencial porque estudos desse tipo não são solicitados por todas as empresas, mas são de fundamental importância. Só tendo a real noção sobre os custos e riscos de inovar é possível ter noção do retorno sobre investimento com os pés no chão. É evidente que o mercado e a inovação são imprevisíveis e há muitos outros fatores envolvidos. No entanto, quando se tem segurança sobre o que se está fazendo o caminho tende a ser mais tranquilo.

Qual sua opinião sobre o retorno sobre investimento da inovação? Tem interesse em conversar conosco sobre algum projeto? Entre em contato!

Desenvolvedor de Negócios

certi@certi.org.br

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