A maioria das empresas busca  melhorar processos a fim de obter mais qualidade e reduzir custos do produto final. Se esse é o seu caso e você não entende muito bem por onde começar, saiba que não está sozinho. Quando se está em uma rotina produtiva, sem analisar pontos específicos, muitas vezes é difícil apontar aquilo que pode ser melhorado. Dessa forma, antes de tomar qualquer decisão, é preciso fazer uma análise aprofundada sobre como os processos estão acontecendo e quais seriam as melhorias necessárias para torná-los ideais.

Muitas vezes, os objetivos exigem que a empresa siga normas bastante rígidas, especialmente quando se trata da certificação de qualidade. Isso vale tanto para a otimização de produtos que já estão no mercado quanto para aqueles que ainda estão na fase de projeto. Quando o planejamento acontece antes de iniciar o trabalho, o resultado tende a ser mais eficiente e barato. A CERTI, juntamente com o Instituto Certi Amazônia, se unem para explicar por onde começar: 

Passo a passo para aumentar a confiabilidade e reduzir custos do produto final

Ao contrário da redução de custos, a confiabilidade é um valor difícil de mensurar. Apesar disso, ambas costumam estar intimamente ligadas, já que quanto maior a rigidez na execução das tarefas, melhor é o resultado final do produto e menor custo ele gerará com retrabalhos, ou consertos após chegar ao consumidor final. Introduzir metodologias de verificação e controle de qualidade é, portanto, um caminho eficaz para reduzir custos do produto final.

Em primeiro lugar, antes de propor mudanças, é preciso ter em mente que existem dois pontos fundamentais: o produto e o processo. Na análise do produto em si, são verificados pontos, como:

  • Análise de Modos de Falhas;
  • Análise do ciclo de vida do produto;
  • Ensaios ambientais;
  • Comparação com o produto similar do concorrente;
  • Qualidade da matéria-prima utilizada;
  • Outros pontos de melhoria.

Em seguida, verifica-se como o processo pode contribuir para a solução de problemas comuns e como ele pode ser ainda mais eficiente e rápido. Observa-se:

  • A eficiência média das máquinas;
  • Se há paradas de produção por motivos diversos como: manutenções não programadas em equipamentos, falta de insumos, produção desbalanceada, excesso de retrabalho, entre outros;
  • Se a logística de insumos contribui ou atrapalha o processo, se há excesso de estoques, de há excesso de movimentação de matérias primas, se a rastreabilidade permite maior controle e planejamento da produção.

A partir dessas informações, monta-se um documento com todas as mudanças necessárias a curto, médio e longo prazos. Isso porque nem sempre todas as medidas são emergenciais e algumas delas podem não ser viáveis financeiramente no momento da empresa, mas é importante que estejam mapeadas para garantir que o futuro seja sustentável.

Por que essa mudança ajuda a reduzir custos do produto final?

Como já mencionamos, alguns valores são fáceis de mensurar, como o aumento da eficiência das máquinas ou a redução de produtos com defeitos.Porém, vários pontos também são difíceis de medir, como a redução de custos com a manutenção de equipamentos, redução de retorno de produtos em campo, diminuição do custo da não-qualidade. Há ainda um valor, talvez o maior de todos e que traz benefícios impalpáveis, que é o grande responsável pelo sucesso do nome de grandes empresas: a reputação.

Um excelente produto, com preço acessível, certamente será recomendado de um cliente para outro, criando uma corrente de satisfação e consolidação do nome da marca. Portanto, investir em qualidade para aumentar a competitividade do produto final é o principal objetivo, já que as consequências são ainda mais positivas e potencialmente duradouras.

Quer saber como a Certi pode ajudar a reduzir custos do produto final? Entre em contato conosco.

Coordenador de Sistemas Fabris Inteligentes na Fundação CERTI

certi@certi.org.br

Daniel do Nascimento Melo

Diretor Executivo Instituto CERTI Amazônia

certi@certi.org.br

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