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Captar boas ideias e transformá-las numa inovação de sucesso: esse é um dos principais desafios das empresas nos dias de hoje. O processo de inovar necessita de uma boa ideia, que deve ser lapidada e transformada em projeto. Será necessário desenvolver o produto e também o negócio. No linguajar das startups, o vale da morte é a distância que existe entre uma ideia e a transformação dela em um produto palpável e desejável no mercado de fato. Sendo assim, para o pequeno empreendedor, percorrer todo esse caminho sem ajuda significa, certamente, lançar-se no abismo sem saber ao certo se conseguirá chegar ao outro lado.  De um lado estão as universidades, centros de pesquisa e jovens empreendedores cheios de energia e disposição para criar; de outro, as empresas e empresários que vivem o dia a dia organizacional que dificulta o pensar “fora da caixa”. O grande desafio está em unir as duas pontas: as boas ideias em fase embrionária, que não têm recursos ou conhecimento para atravessar o vale, e o mercado, que tem recursos mas não tem tempo para inovar. Como fazer isso? Uma das soluções é a que os técnicos da Certi chamam de Ponte da inovação, estratégia que tem como objetivo principal encurtar esse caminho e juntar os dois elos.

Os passos da ponte para inovação

Um dos fatores que distancia as grandes empresas da inovação, principalmente quando se trata da inovação tecnológica,  é o tempo. Quando o empresário investe as suas horas e o seu dinheiro, ele quer resultados, e rápido. Porém, às vezes a entrega de quem executa o desenvolvimento e a inovação acontece em um ritmo diferente, mais lentamente do que o mercado exige. É evidente que uma empresa que visa lucro precisa ver as ideias, as quais investiu capital, se concretizarem. Mas os projetos iniciais não viram produtos finalizados de uma hora para outra.

Para que haja entendimento de todas as partes desse quebra-cabeça, o processo deve ser fundamentado por  uma metodologia organizada. Assim, é possível acompanhar todo o desenvolvimento do projeto, inclusive estimulando empresas a investirem em novas ideias no longo prazo. Na ponte da inovação, idealizamos um ecossistema de inovação da seguinte forma:

Universidades e Centros tecnológicos

São a fonte de boa parte das ideias para inovação. Nas universidades especificamente, é possível ousar, errar, testar e aprender com os equívocos. É um ambiente favorável porque estimula os mais jovens a propor soluções que fujam do modelo tradicional, de uma forma ordenada, fundamentada e orientada por profissionais experientes.

Mas, com a alta quantidade de projetos que muitas vezes não dão resultados, o grande problema das empresas e das universidades é identificar quais ideias têm o potencial necessário para serem desenvolvidas. Muitas acabam ficando esquecidas e não vão adiante ou por falta de recursos, ou por inexperiência dos pesquisadores. A Certi trabalha continuamente para o entendimento da inovação e no desenvolvimento de produtos factíveis para o mercado. Seus centros de referência possuem especialistas e laboratórios de altíssimo nível. Somente dessa forma é possível identificar potenciais projetos que podem virar produtos capazes de seguir para a próxima etapa.

Sinapse da inovação

Nesse momento, a ideia ainda não tem necessariamente uma empresa (startup) por trás, mas já está formatada o suficiente para ser desenvolvida para o mercado. O Programa Sinapse foi idealizado pela fundação Certi e existe desde 2008. Ele tem como objetivo incentivar o empreendedorismo e a inovação tecnológica. Nele são oferecidos cursos, consultorias e um aporte de R$ 50 mil para a execução dos primeiros protótipos do produto para cada empresa vencedora. Normalmente é nessa etapa  que surgem os primeiros clientes em potencial, passo importante para transformar o que era apenas uma ideia em um produto finalizado dentro de uma empresa.

Incubadora

A empresa que foi criada pelo Sinapse da inovação precisará aprimorar o seu produto e se crescer. O outro mecanismo de apoio ao desenvolvimento da inovação é a incubação, que pode ser presencial ou não. No módulo presencial, há a vantagem extra de estar em um ambiente favorável para o empreendedorismo e formação de parcerias estratégicas. Um dos exemplos de incubadora é o CELTA, que foi uma das primeiras incubadoras do Brasil e já recebeu por três vezes o prêmio de melhor incubadora da Anprotec. Na incubação, os desenvolvedores contam com consultorias e têm todo o apoio para levar o negócio adiante. Nessa fase, é comum e desejável que a startup se desenvolva e passe a escalar o produto, aumentando o número de clientes até o ponto em que a incubadora não é mais necessária para assegurar o crescimento. A empresa então se gradua e busca um ambiente maior onde pode continuar a interação com outras empresas inovadoras e o seu mercado.

Parque tecnológico

O parque tecnológico é um local onde se concentram as empresas robustas o suficiente para andarem com as próprias pernas, como as que se graduaram da Incubadora. Num parque tecnológico o ambiente de inovação é mais produtivo e promove a colaboração. Estando próximas, as empresas observam umas às outras, fazem parcerias, acompanham o mercado e tornam-se ainda mais fortes. O exemplo que temos em Florianópolis é o Sapiens Parque, criado justamente para promover a inovação e a troca de ideias e experiências através da interação de empresas, institutos de pesquisa, startups, recém graduadas, laboratórios de pesquisa da universidade, venture capital, aceleradoras de empresas, entre outros, formando o ambiente perfeito para estimular a inovação e o empreendedorismo inovador na região.

Como posso conseguir ajuda?

A Certi atua nesse ecossistema como integradora, consultora e apoiadora de projetos. Na fase embrionária dos projetos de inovação, apoia as boas ideias e também cria produtos inovadores. Um exemplo é o PodiTrodi, que já mostramos aqui no blog e é um produto de inovação em saúde que realiza o diagnóstico rápido de doenças tropicais. Já nas fases seguintes, também promove programas, como o do Sinapse. O tipo de auxílio, portanto, depende muito do cliente, já que a Certi atua em todos os níveis. Confira alguns casos e veja como podemos auxiliá-lo:

Tenho uma ideia inovadora e não sei como desenvolver

Se você já está inserido dentro do contexto de uma universidade, a Certi pode analisar oportunidades e integrar o seu projeto para que a ideia torne-se mais robusta. Para isso, é preciso inscrever-se em algum dos programas geridos pela Certi, como o Sinapse, que já citamos anteriormente. É possível, inclusive, que outras pessoas já estejam executando a mesma ideia, mas de maneiras diferentes ou complementares. Juntar essas pessoas pode ser excelente para o desenvolvimento do projeto. Para saber as novidades sobre editais e programas geridos pela Certi, uma boa dica é seguir o Facebook e Linkedin.

Sou uma startup e estou com dificuldade para crescer

Para quem é empreendedor e precisa validar o produto, crescer como empresário e integrar-se ao ecossistema de inovação, a Certi criou uma série de mecanismos e programas focados em novas ideias e startups que buscam ganhar força no mercado. Um exemplo é o programa Darwin Starter, uma aceleradora de empresas que por meio da consultoria de mentores ajuda as startups a darem os primeiros passos. Já a C-ventures é uma empresa que faz a gestão de fundos de investimento (Venture Capital) com objetivo de promover a estruturação, aceleração e alavancagem de empresas de base tecnológica e outros empreendimentos inovadores. Aqui também podemos citar como exemplo o programa Sinapse e a incubadora Celta, já comentados anteriormente.

Sou um administrador público e desejo promover e fortalecer o meu ecossistema

Oferecer consultoria para estruturar ecossistemas de inovação e parques tecnológicos em cidades pelo Brasil tem sido uma solicitação constante entre os projetos da Certi. O interesse está principalmente em organizar processos de inovação que já existem de maneira isolada e criar um ambiente colaborativo que favoreça o desenvolvimento de boas ideias. Veja a lista de parques tecnológicos que a Certi já ajudou a desenvolver:

Tenho uma grande empresa e não sei como inovar

Grandes empresas com dificuldade para pensar além de seus produtos e processos são clientes comuns na Certi. O nosso papel, nesse caso, é entender o que de fato a empresa precisa, como ela pode inovar e, principalmente, quais são os mecanismos para que o processo seja realizado. Aqui desenvolvemos os conceitos de inovação corporativa, os quais trataremos com mais profundidade no próximo texto. Esses mecanismos são capazes de encurtar ainda mais o abismo entre universidade e empresas, ideias inovadoras e mercado.

Quer saber mais sobre como a Certi atua para a promoção da inovação? Entre em contato conosco!

Diretor de Empreendedorismo Inovador

certi@certi.org.br

Eliza Coral

Coordenadora de Projetos de Empreendedorismo Inovador

certi@certi.org.br

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