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Promover o desenvolvimento tecnológico é um desafio constante para muitas cidades. Já não é novidade que esse segmento é um dos que mais devem se desenvolver e gerar lucros nos próximos anos. No entanto, esse desenvolvimento deve vir sustentado em bases fortes, ou seja, em formas de ecossistemas cooperativos, como discorremos com detalhes no post “Por que cidades inteligentes precisam de ecossistemas de inovação?”. Sendo assim, entendemos a importância de, paralelamente ao processo de desenvolvimento de novas tecnologias, fomentar também as relações entre os diversos agentes dessa cadeia. É por isso que um dos principais esforços da CERTI é concentrar-se em desenvolver ecossistemas inovadores.

A seguir, falaremos sobre três deles: Florianópolis (SC), Foz do Iguaçu (PR) e Vitória (ES). Cada uma a seu modo, as três cidades vêm sendo impactadas positivamente pelo desenvolvimento de empresas de base tecnológica. Com a ajuda de programas da CERTI, nos três locais, a teoria de que um ecossistema complexo funciona melhor do que soluções pontuais se torna prática. Os resultados são vistos no desenvolvimento das empresas e da economia como um todo.

Florianópolis (SC)

O ecossistema de inovação de Florianópolis é, sem dúvida, um dos melhores exemplos de como o investimento em tecnologia e inovação, quando feito de forma integrada e com redes de relacionamento complexas, pode dar certo. Os resultados que vêm sendo colhidos foram plantados desde a implantação da incubadora CELTA, em 1986. A partir de então, várias empresas foram surgindo e outros programas de apoio ao empreendedorismo inovador foram criados. O mais expoente deles, o Sinapse da Inovação, já ajudou mais de 500 empresas a nascerem e se desenvolverem de forma sólida e integrada ao ecossistema.

Em paralelo, a CERTI atua também junto a programas de aceleração, como InovAtiva e Darwin Starter. Esta estrutura ajuda as empresas a superarem o “vale da morte”, com o que chamamos de ponte da inovação, metodologia que visa facilitar a transformação de conhecimentos e tecnologias gerados na academia em produtos inovadores no mercado, por meio da criação de mecanismos de suporte aos novos empreendimentos.

Outro importante resultado foi a criação do parque de inovação Sapiens Parque, no Norte da Ilha, além de projetos de instalação de parques tecnológicos em outras regiões do estado — Lages, Tubarão, Criciúma, Joinville, Jaraguá do Sul e Chapecó.

Foz do Iguaçu (PR)

Diferente de Florianópolis, mas usando a ilha de Santa Catarina como exemplo, o Parque Tecnológico Itaipu, em Foz do Iguaçu, criou-se não como uma demanda da sociedade, mas sim como uma visão de oportunidade que surgiu a partir da construção da usina hidroelétrica. A então tranquila Foz do Iguaçu se viu transformada quando, em 1984, o grande empreendimento começou a ser operado. Aproveitar o potencial tecnológico que estava sendo desenvolvido ali como uma oportunidade de crescimento também para a economia e a sociedade locais era uma necessidade. O Parque Tecnológico Itaipu foi criado em 2003 e desde então desenvolve pesquisa, inovação e tem como objetivo tornar a cidade referência no assunto. Com a ajuda da CERTI, foram adaptados modelos e relações que davam certo em outros locais. Governo e sociedade foram colocados próximos, tendo como o objetivo comum o desenvolvimento da tecnologia local. Deu certo! Hoje, o parque desenvolve soluções que servem de exemplo para o mundo todo.

Vitória (ES)

O mais recente dos três ecossistemas, Vitória vinha construindo suas redes de inovação de forma desarticulada. Com a chegada da CERTI, foram estudadas a fundo todas as iniciativas existentes e como elas poderiam se conectar. Após essa imersão, teve início a primeira edição do programa Sinapse da Inovação Espírito Santo. A iniciativa foi fundamental para a aproximação e articulação entre os diversos atores do ecossistema capixaba. Os resultados já estão ganhando destaque: após a implantação do Sinapse, o Espírito Santo apresentou um aumento em 150% do número de startups aprovadas no maior programa de aceleração de startups do país, o InovAtiva Brasil, sendo o estado que mais se destacou ao subir no ranking.

Esses são apenas três exemplos de como a CERTI pode atuar como catalisadora de boas iniciativas na área de tecnologia. Por possuir experiência e metodologias estruturadas, é indicada para a implantação de parques tecnológicos, programas de inovação ou mesmo para prestar consultoria para governos que queiram desenvolver em seus estados e cidades ecossistemas de inovação.

Caso tenha interesse em saber mais, entre em contato conosco.

Diretor de Empreendedorismo Inovador

certi@certi.org.br

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