Segundo a maioria das previsões, estaremos conectados às máquinas, e elas umas às outras em breve. A empresa de consultoria Gartner, uma das principais referências na área, prevê que até 2020 o número de objetos conectados chegará a 20,8 bilhões. Otimista ou não, essa estimativa aponta para grandes oportunidades na área de IoT ou a internet das coisas, em diversas áreas como a building automation, a automação predial. Para quem ainda não está familiarizado com o termo, dizer que as coisas estarão conectadas à internet não significa apenas que poderemos acessar a rede mundial de computadores por meio de nossos relógios ou óculos, por exemplo. Quer dizer também que praticamente todas as máquinas serão capazes de receber, processar e oferecer informações úteis para os seres humanos, inclusive a sua máquina de lavar, o elevador do seu prédio, as fechaduras do seu apartamento e até as lâmpadas.  

Neste texto, abordaremos conceitos iniciais sobre as aplicações da IoT para building automation e nos posts que virão nas semanas seguintes aprofundaremos o tema. Continue a leitura.

Como a building automation poderá facilitar nossas vidas?

Esse é o maior objetivo da building automation, mas junto com a facilidade vêm também outros dois aspectos muito importantes: a segurança e a economia de recursos. Veja cada um deles:

Facilidade – Se as máquinas trabalharão para nós ou junto conosco, muitas tarefas do dia a dia poderão ficar mais fáceis. Imagine que você acorde atrasado justo no dia de uma reunião importante. Com a IoT e a building automation será possível, por exemplo, ainda na cama, enviar uma ordem para a cafeteira preparar o café. Quando quase estiver pronto, enquanto calça os sapatos, você poderá enviar uma ordem para o computador do trabalho para que ele deixe preparada a apresentação da a reunião. Se a building automation estiver associada a uma cidade inteligente a eficiência pode ir além: será possível ter informações sobre o trânsito e saber qual é o melhor caminho e o horário exato de chegada ao destino.

Segurança – A building automation também trabalhará para a segurança das pessoas. Sua portaria será automatizada e só permitirá a entrada de pessoas autorizadas. Dispositivos de reconhecimento facial impedirão a entrada de pessoas não autorizadas e, em aspecto mais global, ser foragido da justiça ficará cada vez mais complicado. Suas fechaduras também estarão conectadas. Ficou na dúvida se fechou ou não a porta? Não tem problema, pegue seu celular e confira se tudo está trancado corretamente.

Em contrapartida, junto com as facilidades, a IoT e a building automation também trazem desafios em relação a segurança. Se tudo está conectado, também está suscetível a ataques cibernéticos. Existem estudos avançados em relação a esse problema e já foram desenvolvidas programações sofisticadas para impedir invasões de pessoas mal intencionadas, mas ainda não há tecnologia capaz de impedir totalmente que isso aconteça.

Economia de recursos – Os equipamentos alinhados dentro da tecnologia de building automation também terão como meta economizar. Um exemplo disso é que todo tipo de iluminação deverá estar integrada a sensores de presença, assim não haverá mais problemas de desperdício com lâmpadas ligadas à toa. Sensores poderão detectar também a hora certa para regar jardins ou limpar piscinas, por exemplo, evitando gastos desnecessários. Dentro de casa também será possível realizar atividades de alto gasto energético, como lavar roupa em um horário que não seja de pico.

O que falta então para tudo isso virar realidade?

Teoricamente nada. Todas as tecnologias necessárias para tornar possíveis essas suposições existem. Algumas delas ainda não são vantajosas financeiramente, seja por alto gasto energético ou porque chegam com valor não atrativo para o consumidor final. Mudanças quanto às estruturas físicas dos prédios, especialmente os mais antigos também serão necessárias. Como as redes elétricas que não foram pensadas para tanta tecnologia, possivelmente terão que ser atualizadas.

Há também desafios quanto a comunicação de um dispositivo com o outro. Quando são de marcas diferentes, a tendência é que não se comuniquem de forma eficiente pois usam sistemas de comunicação diferentes. Mas tudo isso são barreiras que a building automation deve superar rapidamente, já que há interesse do mercado e das pessoas em fazer com que todas essas facilidades se tornem realidade.

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